Em reuniões e visitas realizadas nos mais diversos setores e escolas do Município a direção do Sindicato dos Municipários de Pelotas (SIMP) tem constatado diversos problemas que inviabilizam e impedem o desenvolvimento das atividades educacionais.

Na Escola Municipal de Educação Infantil Paulo Freire, com endereço na Rua 5, esquina Passeio 2, s/nº, bairro Dunas, em Pelotas, foram constatadas diversas irregularidades e situações que colocam em risco permanente a vida dos trabalhadores e mais especialmente as crianças atendidas no educandário.

Em várias dependências daquela escola, há problemas como, por exemplo, em uma das salas que atende o maternal “B”, o tamanho da mesma não é suficiente para acomodar em torno de 18 crianças, obrigando a empilhar colchões, mesas e cadeiras, além de brinquedos dentro da própria sala para poder desenvolver as atividades pedagógicas. A referida sala apresenta rachaduras nas paredes, reboco caindo e esfarelando-se, espelho quebrado, parte do rodapé solto, podendo ocasionar riscos às crianças e um ventilador de teto que não funciona desde 2012.

Já no berçário, que atende crianças de zero a seis anos, toda a pintura e decoração foi feita através de tintas doadas pela comunidade e a mão de obra das próprias professoras e servidoras da escola, há uma grande dificuldade em uma mesma sala trabalhar com crianças com faixas etárias diferentes, isto é, crianças recém nascidas que necessitam de silêncio e descanso para mais tempo de sono, acabe entrando em conflito com crianças de dois anos de idade que já caminham, correm e necessitam de maior interação.

Também no mesmo berçário, há uma porta que deveria dar acesso direto ao pátio de recreação para tais crianças, e servir como saída de emergência, o que não ocorre pela mesma estar com grades e totalmente com barras para evitar arrombamentos, já tendo ocorrido tentativas neste sentido, mas não há nenhum sistema de ventilação natural devido à janela basculante de tal porta não abrir em função das grades e barras.

E mais, os brinquedos pedagógicos utilizados em atividades lúdicas, foram na sua grande maioria doados pela comunidade e pelas próprias trabalhadoras, e não fornecidos pela SMED, como deveria ocorrer.

No prédio constam extintores de incêndio com datas de manutenção a ser realizadas já vencidas. Existem outras salas que apresentam paredes com reboco esfarelando-se e com umidade.

Já na área externa, a grama só não está mais alta porque uma servidora levou sua própria máquina de cortar e efetuou o serviço. A caixa d´agua fica no chão, circundada por uma base de concreto que apresenta uma grande rachadura e que possivelmente, quando cair será em bloco pondo em risco a vida das crianças; a tampa da mesma apresenta um grande buraco que permite o acesso direto de roedores e insetos que acabam urinando diretamente na água, sendo esta utilizada para comida e outras funções da escola.

Há uma porta dos fundos da escola que dá acesso direto ao pátio de recreação, que está sem grade e com vidro quebrado. No próprio pátio de recreação, têm brinquedos onde apresentam peças frouxas em virtude de parafusos não apertados e inclusive com pregos com ponta à mostra. Há uma das partes deste pátio com vários brinquedos todos desativados por falta de manutenção.

Por fim, os fundos da escola onde tal pátio faz divisa com a rua, está com a tela divisória totalmente aberta, possibilitando facilmente a entrada de pessoas estranhas à escola e que colocam em risco a vida não só das crianças mas também das trabalhadoras.

“Este quadro se repete e é recorrente nas escolas municipais em geral, provando um verdadeiro descaso e despreparo do Governo para com a educação, atingindo diretamente a comunidade e impedindo que os profissionais prestem um serviço de melhor qualidade”, critica Tiago Botelho, vice-presidente do Sindicato dos Municipários.